terça-feira, 11 de maio de 2010

Simplicidade de uma mulher madura

Quando tinha 15 anos, esperava um dia ter um namorado. Achava que seria bom se ele fosse alegre e amigo. Quando tinha 18 anos, encontrei esse garoto e namoramos; ele era meu amigo, mas não tinha paixão por mim.

Então percebi que precisava de um homem apaixonado, com vontade de viver, que se emocionasse. Na faculdade saía com um cara apaixonado, mas era emocional demais. Tudo era terrível, era o 'rei dos problemas', chorava o tempo todo e ameaçava suicidar-se.

Descobri então, que precisava de um rapaz estável. Quando tinha 25 anos encontrei um homem bem estável, sabia o que queria da vida; mas era muito chato: queria sempre as mesmas coisas dormir no mesmo lado da cama, feira no sábado e cinema no domingo. Era totalmente previsível e nunca nada o excitava.

A vida tornou-se tão monótona que decidi que precisava de um homem mais excitante. Aos 30, encontrei um tudo de bom, brilhante, bonito, falante e insaciável, mas não consegui acompanhá-lo. Ele ia de um lado para o outro, sem se deter em lugar nenhum. Fazia coisas impetuosas, paquerava qualquer uma e me fez sentir tão miserável, quanto feliz. No começo foi divertido e eletrizante, mas sem futuro.

Decidi buscar um homem com alguma ambição para com ele construir uma vida segura. Procurei bastante, incansavelmente. Quando cheguei aos 35, encontrei um homem inteligente, ambicioso e com os pés no chão. Apartamento próprio, casa na praia, carro importado. Solteiro e sem rolos!

Pensei logo em casar com ele. Mas era tão ambicioso que me trocou por uma herdeira rica.

Hoje, depois de tudo isso, gosto de homens com pinto duro. E só!



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